Mostrando postagens com marcador Prosa Poética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prosa Poética. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dilema da Bebida


Cheio de tédio naquele transito infernal
Deseja a liberdade, queria ser uma ave de rapina
A mente está ali para lembrar ‘ Você não é!’
O sinal abre, só que uma parte lhe indica ‘ Há uma forma. ’
Marta está em casa, e você havia prometido não fazer mais isso
É neon demais para se controlar
Olha o relógio, ainda são 18:30
Finalmente decide ir a um bar
Mas se condiciona: ‘Somente um copo... O último!’
‘Depois vou enfrentar a quarentena’
Sua garganta estava seca, tinha 2 semanas que não colocava nada na boca
O médico havia proibido, mas que mal tem?
Vai morrer de qualquer jeito
Pede uma vodka
O suor surge em sua mão ao sentir o copo
Sente seu corpo liberar mais endorfina do que qualquer exercício físico que fez no ginásio
Chegam os amigos, vai-se a grana
‘É muita emoção para uma alma só.’
São risos demais, palavras sem sentido
Começa a achar o nó da gravata apertado
Respira fundo e seu coração palpita, palpita
Quase sem ar você põe a mão no peito
Pede uma água ao garçom
Dessa vez não morreu... Foi apenas um ‘susto’
Pega as chaves
‘Vou p’ra casa. ’
Tenta abrir a porta do carro
‘ Pra que diabos um espaço tão pequeno?’
...
...
‘Porra! Finalmente consegui!’
Seus amigos continuam conversando despreocupados
Senta no banco, sua cabeça roda mais que um pião
‘ Amanhã eu não bebo mais.’
Vomita em suas calças
Dorme com a cabeça no volante
E em algum lugar você lembra
‘ Amanhã começo a quarentena’

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Pobre coração.

Espira de meus pensamentos essas angústas, leia-o antes da renuncia, conte-me de fato o que há, destrua meus princípios.Ai, quanta dor guardo em meu coração.Porque ? Se eu não cometi nenhum delito ao me desprender. Devolva a chave da sabedoria, dita-me de cor o sabor de cada estrela.Usa-me como mapa para desvendar os mistérios dessa constelação. Diga-me se aquilo não passou de uma mera situação? Porque fazer sofrer esse pobre coração? Não cansa de ouvir o meu choro clamando pelo teu corpo?!Pelos céus, por tudo que te forneça felicidade! Retira do meu peito esses amargos cravos se há ainda alguma verdade.
Não contarei por quantas noites chamei pelo teu nome, não lhe importunarei com minhas declamarações de amor, não mais me arrastarei por entre pedras pra chegar ao seu sabor. Já não mais. Mas minha pobre vida continua presa a essa situação desagradável, longe do meu alicerce, presa a cacos. Aonde será que os meus deuses foram parar? Não escutam mais minhas orações? Já implorei pra Zeus, Baco, Afrodite dentre outras criaturas da razão, mas nada me preenche, nada. Como você acha que irei sobreviver sem o teu calor? Como irei seguir sem seu sorriso?Já não sei de nada que possua coerência. Já não sei de nada mais que me faça valer a pena. Não passo de mais um orvalho se sua oliveira.

sábado, 4 de abril de 2009

Palavras para ninguém

Atrás das folhas que caem sobre tua face o tempo segue sem dar satisfações. Olhares mais atentos para o presente revela vitórias e desgraças do passado. Entre a linha da vida e da morte você se refaz trazendo novos rumores à tona. Ache a solução para as almas perdidas em seus pensamentos. Muitos dizem aleluia por algo que não tem. Você simplesmente sorri longe dos problemas que o cercam, não é fácil seguir a vida em frente mesmo sabendo que não precisa preocupar-se. Ache a solução para a misericórdia divina. Ache razão para as soluções que aparentam não se igualar com suas respostas. Um pé a frente dos seus pensamentos. Vozes no além o dizem para não desistir dos teus sonhos. É fácil ver as coisas se desgarrarem, aceitar situações, o difícil é ter de conviver com elas. Olhando para o céu você percebe e senti que algo está nos esperando.
[2007]

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Desperdício

Parada no tempo esperando os dias voltarem.
Este tempo que me persegue
Este tempo que eu desperdiço
Pra que?
Por quê?
Atrás de toda ventania existe uma tempestade. Para que me preocupar com os fatos que não irão me acrescentar em nada?Para que pensar que tudo poderia ser melhor, senão foi?!
Procuro rumores para saber se tu estás bem, mas não adianta...Você não consegue enxergar que eu estive o tempo todo com você.
Adeus.
[2007]

Faz um certo tempo...

Vão-se os tempos de calmaria. Olhe para a luz e diga-me o que mudou, além do precipício existem outras vidas. Mude de lugar é o que lhe aconselham, mas o deserto vem lhe acolher de forma misteriosa. Ninguém diz o que realmente acha saber, entre as dores existem outros amores, se foram os belos sorrisos, as faces mostram-se podres. Queria poder deixar o vento me mostrar o outro lado do céu azul, viajando nas ondas celestiais, apenas tentando esquecer o tempo, tentando viver sem motivo algum.

[2007]

domingo, 29 de março de 2009

Carmenzita, Carmenzita

Carmenzita, Carmenzita por onde andas filha de Deus ? Tua mãe já caiu em prantos e você nem apareceu! Andei milhas, subi morros procurando por sua feição, onde tu andas pequenina? Apareça antes que eu perca a canção! Na estrada, na floresta, nos desertos até Canaã descobri importantes rendas para te comprar amanhã! Corri nos pastos, comprei camelos, vendi linho lhe trouxe um brinco, mas sua brincadeira já está me deixando sem destino. Me desatei a chorar rimas que tentam alegrar, mas onde será que a minha Carmem deve está?
E o coração chora
E o coração já se esvair ou
Do nosso pobre personagem, hoje não lhe resta amor.
Da Carmem nada se sabe, só que dessa vida largou. Uns dizem que foi pra Londres, outros para Moscou. Deixou sua mãe já idosa, muito ouro e muita dor. Alguns dizem que anda cantando, outros que virou flor.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Talvez

Há algo em mim que precisa melhorar
Venho de difíceis caminhadas
O que você queria dizer quando insinuou aquilo?
Por acaso não vê o que de fato está acontecendo?
O nosso mundo sendo castigado com pratos quebrados
Há uma luz vinda da sua direção
Ela esta destorcida
Você disse para desistir,
Qual direção seguir,
E o que fazer,
Longe de mim tuas mentiras
Quem me castiga mais que o tempo?
Estamos tão distantes
Meus pés calejados,
Minha boca sem o gosto dos teus lábios,
Já não quero mais viver...
Já não quero,
Não quero,
Talvez ainda queira você.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Perdida em sonhos

Meus pensamentos não pertencem a este mundo. Estou presa a um passado irreal, um misto de fantasia e desejo. Perco-me nos sonhos, percebo que estou perfeitamente humana neles, quanto tempo tudo isso permanecerá assim? Uma vida triste onde eu não posso te encontrar, nem sei a que me segurar.
Sinto tua falta, quero sua respiração junto a mim meu eterno amado. Envolvo-me com as músicas que permitem essa leve sublimação. Onde será que se encontra minha razão? Sinto amor por algo que nunca toquei realmente, pobre criança sem seu doce, estou presa a um labirinto surreal. Almejo saber se aquilo não passou de uma mera ilusão, algo que realmente vivi, não há mais nada. Ficarei contando os dias, olhando as estrelas, sentindo meu coração apertar a cada vez que me lembro de tu dizendo que iremos ser felizes.
Meu doce amor, não há nada mais fascinante que a tua presença. Encho-me de alegrias, resplandeço felicidade quando te vejo, pois somente tu sabes me tirar deste mundo. Por mais que choremos, independente de tudo que iremos passar, sei que estaremos juntos ao final. Minha leve ilusão de ser feliz. Busco somente em teus braços um recanto para toda a vida, buscarei todas as formas possíveis para ficar perto de ti. Estamos perdidos em mundo diferentes. Infeliz destino.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Palavras...

Hoje eu não mais suplico por amores, já não mais insisto nesse desejo. Não renego a minha vida, isso com certeza não. Deixo meu silêncio para as tristezas que sopram em meu peito, minhas lágrimas noturnas, minhas noites perdidas.
Vejo uma grande luz para mim, sempre há mais de um caminho, as pessoas quebram uns aos outros sem medirem esforços, mas contemos fibras, não fazemos fotossíntese mas temos o sol para nos iluminar.
Quão desperdício de tempo sem motivo, tudo poderia ser diferente, não é mesmo? Tu sabes quantas vezes eu não desejei ter nascido? Sabe quantas fezes eu quis morrer para talvez tentar livrar você desse fardo? Dizem para ser forte, que eu não posso me importar com problemas tolos, mas isso não afeta só a mim, e o problema não surgiu de uma hora para outra, per pendura há anos. Poucas palavras de afeto, poucos abraços, a eterna falta.
Nada do que eu faço é algo agradável, nada do que os outros fazem por ti é algo proveitoso. Como alguém pode aguentar isso tudo? Para que calar ? Para que fingir? Para que ?
Eu só quero partir, para longe de ti . Algum dia você irá me pedir desculpas, talvez.
______________________________________
Angústias e Sonhos
Condene-me por ser fraca
Incapaz de esquecer essa marca
Triste ilusão de uma vida
Perco as esperanças com os dias
Adeus meu mundo estampado em flores
Suspiram orquídeas entre amores
Corram para suas mães
Corram antes que apareçam os cães
São fantasmas que circulam a cidade
Pessoas sem a mínima necessidade
Estão sempre a nos consumir
Constroem castelos para depois destruir
Largue tudo aquilo que te prende
Não destrua o que você sente
Partirei antes que me destruam
Siga a sua vida antes que ela suma
Ame
Amarei
Cante
Cantarei
Viva
Viverei
Para que no fim
Depois de um novo começo
Sua estrada não se repita
Antes que eles me alcancem
Eles não irão conseguir
Eu serei livre
Será!
Adeus.

domingo, 9 de novembro de 2008

Brincando de viver

Esse desejo de gritar, explodir, colocar fogo em tudo. Eu continuo me remoendo lentamente, tomando do meu próprio veneno, me dissipando. Fico parada por horas pensando no que poderia fazer, em que seria útil minha presença, prometo a mim mesma fazer coisas mirabolantes, simplesmente algo. Mas nada funciona, nada se move. Procuro reorganizar minha vida, sou muito fraca pra isso. E não suporto, simplesmente não, e vivo a me questionar mesmo que seja sem fundamentos ou com muitos. Mas não sei se vivo. Todos os dias procuro tentar evidenciar algo que me marcou, mas lembranças me fogem a mente, tudo se escapa. Eu sei que sou mais uma, sei.
Há uma angústia, algo que eu não sei mais bem explicar, nada me motiva a alegria. Já não sinto muita vontade de manter diálogos, nem de expressar minha opinião. Quero me manter calada, e assim permaneço, mas até isso me corrói, pois chega a um ponto limite onde eu estou sujeita a críticas e comentários, mas isso pouco me importa. Só quero e vou fazer as coisas quando quiser. Mesmo que seja quase nunca, mesmo que seja só.
Cada dia que passa eu detesto mais as pessoas, eu me detesto, talvez eu distorça a realidade, ou simplesmente tudo não passe de um mero jogo. Não sei.

Simples destino
Lágrimas dentre olhares trêmulos
Sepultaram minhas primaveras correspondentes
Já não me vejo em todos os ângulos
As flores tornam-se inconscientes

O sol não nos contempla com alegria
Seus raios sugerem morte ao presente
E elimina o futuro automaticamente
Que triste dia para euforia

As rosas são queimadas
Os lírios são dispersos
Ouço apenas passos

Tudo soa com tristeza
Nada resplandece felicidade
Já estou indo tarde
Falta apenas um vagão

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Madalena

Ah Madalena, dança-te, canta-te extravasa todas as dores sem pudores, estas livres cores. Sabes o quanto esperei por este momento? Na verdade não sabe. Por que eu não esperei minha querida, definitivamente não te esperei Madalena, mas te ver me alimenta os olhos, sua expressão me acalenta as mágoas, tua presença fascinante. Oh doce Madalena! Que para sempre as estrelas te contemplem, por que de mim não esperes nada. Eu sempre seguirei perdido, vagando entre espaços sujos e que a tua leve ingenuidade - se é que ainda permanece- não estaria disposta a presenciar. Irei mirar-te, me deliciarei de longe, apenas isso, e partirei para além do horizonte. Somente não se esqueça que nenhuma outra Madalena me deslumbrou tanto como você, minha eterna amada.

domingo, 28 de setembro de 2008

Fugir, fingir e viver.



Para onde se foram os meus ouvidos? Onde será que estão quem os matou?
Longe da minha paz serena, eu me desloco.
Anda-te! Apressa-te ! Corre que o vagão da vida te espera!
Não a tempo para parar, pensar, suspirar ou deleitar.Não há.
Há algumas falas soltas e presas em minha sombra, em meu ser. Para que me preocupo em viver? Para que? Permaneço inerte a todas as situações. No mais consegui um nada, quem por acaso penso que sou?
Apenas tento me apressar para não perder o vagão, que por sinal parece fugir entre os meus dedos, mas continuo correndo, talvez tentando fugir do que sou, ou era. Apenas tentando fingir ser alguém, ou tentando ser eu mesma.
Não me vejo presente em nada, não consigo me propagar, não faço, não existo. Tudo me irrita profundamente, e o que afinal eu espero? Uma ou duas palavras pra me acalmar talvez, afirmar que eu consigo e que realmente posso, sem serem falsas ou supérfluas, mas tento persistir, apenas tento, porém tudo foge constantemente. Irei tentar, estou viva! O que mais pode ser um sacrifício além de viver? Talvez a morte? Mas até lá creio que a própria vida já tenha me matado o suficiente, até por que é a função dela. E tudo continua fugindo.

sábado, 5 de julho de 2008

Sonhos


Espaço indefinido, contra os meus princípios, contra o que já sou. Mergulharei em um oceano profundo, talvez possa me sentir viva, limpa e em paz.A paz essa figura estranha que some das minhas mãos em frações de segundos, tudo indica que ela possa voltar, mas não em breve. Essa leve angústia que sufoca o meu peito, esse choro preso, me vejo correndo entre bosques totalmente sem rumo, nem castelos, vejo apenas lama, sujeira e uma leve neblina. As situações não respiram, elas não sentem, elas não vivem somos apenas vítimas que se encontram solitárias em seu próprio mundo, mundo estranho e confuso. Longe de tudo e de todos nos mostramos frágeis e patéticos, preso a sociedade somos ignorados e corrompidos. Seguiremos em segurança, um dia, apenas um momento para respirar e poder dizer que já não faz mais parte desse mundo.

Corvos iram lamentar nossa partida com margaridas, o som do vento batendo nas árvores será mais calmo, um barulho qualquer, um choro de algum querido e nada mais, porque não somos feitos concreto, não precisamos de muito material em plastificado a nossa volta, precisamos apenas de paz que vem e vai e possa ser que só retorne na partida, mas sem volta.



-----------------------------------------------------------------------------------



Sentirei saudades dos beijos não correspondidos

Dos momentos perdidos

e de uma vida alegre

Pois não os concretizei

Nada foi recíproco

Minha alma flácida, morta e angustiante chora e contempla

O doce desejo que tanto tentei realizar e só com um

leve embalo é que se tornou real

Não estou mais aqui, já não existo

Estou insatisfeito com os tempos onde reinei de forma inconveniente

Não encontro paz nesse asilo, não encontro o amor que julgava existir

Só ouço sua voz e teu choro clamando para que eu volte

Mas nem tudo é como esperamos,

nem tudo é como sonhamos

Apenas não posso mais senti-la como antes

Seja feliz longe de mim.