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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Desapego



Vais-te...
Além do que pretendia
No corredor estreito que deu à vida

Vais-te...
Distanciando-se de tudo e sussurrando
Entre os cantos que se apruma
Sentindo o peso do mundo 

Vai-te!
Mas não te vás em lágrimas
Apenas se desfaça
Desse adeus estacionado
Apertado e seco 

E não penses

Por onde anda o afeto antigo?
Dos olhares antes trocados
Que serviam como o espelho
Repleto de conforto

Vai-te!
Desaninhando-se do colo
Destituindo-se de todo o sentimento
Em apenas um ponto para desligar os sentidos
Com um pequeno e leve suspiro
Para, finalmente,
Ir




quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cansei


Cansei
Estagnei no muro
Acionei o mudo
Fiquei

Vivi a sonhar
A perceber 
Lamentar
Cansei

Notei
Não era de hoje
Esse eterno entristecer
Por isso, cansei

Não tinha 22
Não tinha 20
Não tinha nem 16
Era apenas 6

E em minhas memórias
Sempre entristecendo
Cantando as mesmas rimas e tormentos
Cansei

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Palavras e Música



- Sábado foi o meu aniversário. Fiz 22 anos!

      Eu ficarei um pouco mais ausente no blog, já que, pretendo focar minha massa cinzenta estudando para um determinado concurso.

Donovan - Hurdy Gurdy Man



Dia Comum

Noto que não terei uma vida repleta de glamour
Talvez esteja realmente fadada ao insucesso
E sobre todas as besteiras que eu já fiz
Erroneamente penso nelas
Levianamente me condeno por situações passadas
Sempre penso em apagar tudo com uma borracha
Mas não posso
Procuro comer para disfarçar esse furacão
Quando passei a observar tudo de outra forma
Agora não sinto mais a euforia e alegria que tive no momento
E tudo se vai... 
Percebendo que não construí nada de benéfico
Que sou uma quase inexistente
Sem dom e sem sapiência
Andando sempre pelas calçadas por medo de não ser atropelada
Mas, ao mesmo tempo, percebendo não viver
E no fim da tarde chega uma tristeza vaga
Volta a sensação de não ter completado nada
E de não ter dinheiro algum

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Satie para acalmar!

Estou eu aqui entre apostilas e com os olhos ardendo um pouquinho. Pois bem. Resolvi relaxar, ver meu blog e colocar uma musica nesse meu "pequenucho", que agora tem outro nome( Red Candy tornou-se Brisa de Palavras... Não se assustem!), seguida de um poema instantâneo.



Essa música linda faz parte do filme Despertar de uma paixão (The Painted Veil). Eu já escutava Satie, mas automaticamente unindo todo o contexto a música ganhou uma força extremamente maior!

Horas são Andorinhas

Ainda restam algumas horas
Há amor o suficiente para nós dois
Nessas horas lentas
Eu vivo pensando em ti
E quando estou contigo
Elas voam feito andorinhas
Sempre as vejo partir

sexta-feira, 23 de março de 2012

Calçado na valsa social


Minha bota sanguinária

Vê um cogumelo e uma menina

Doce no macarrão

Bota pequenina

Suja... Tão suja...

Esparsos. Esparro.

Um cano. Uma arma.

Disparo.

Está pronta para ação.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pretérito de ilusão


Lembrança rebenta de um tempo passado

Onde nas estrelas me perdia em pensamentos

E em sonhos festivos delineava o meu futuro

Mas houve a queda da quimera

Com a queda das ilusões

Agora vejo-me em um meio opaco, sem brilho

Longe de alguma luz que me guiou

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Quem Dera...


Essa vontade de escrever que não se estende

Repelida por essa dor pungente

Quem dera poder sonhar...

Quem dera poder ser feliz...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Carece Vida

Carece na vida
Sensação
Carece no beijo
Devoção

Carece a maestria
Nos problemas diários
Para driblar as mágoas
Esquecendo os itinerários
Dessa passagem
Dessa breve passagem
Que chamam existência

Nela
Carece a alma
Carece também a calma
Que carece na vida
Carece vida

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Prece à lua.


Serena lua
Que se faz tão menina,
Que age tão materna
Leva, por favor, consigo
Toda essa emoção
Depositada em minha prece
Depositada em meu coração
Para que minha alma se torne leve
Esquecendo contos anteriores
Repousando suavemente
Dentro desse corpo que te pede

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Distanciando-me da Superfície

Kappa - Vicent Hui
2007




Em um tempo abandonado

Sonho que minhas emoções dançam em êxtase

Mas os labirintos fazem com que essa dança nunca chegue ao seu destino.

Acordo-me

Afastando os progressos

Sentindo rasgos

Não há uma maré favorável

É a minha guerra

É o meu ser

Não há sinais de vida nesse local

Os pássaros geralmente calam-se nas tormentas

E eu vou procurando embarcações perdidas

Sem a certeza de uma chave concreta

E a cada mergulho que eu dou

Sigo distanciando-me da superfície.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Pequenos textos misturados

Poeminha de Amor


O que é o amor e o seus defeitos?

Que me faz ser assim tão sem jeito

E deixa apenas essa vontade louca

De querer rodar, e rodar...

Quando suspiros de tristeza aparecem

Fazendo-me querer resgatar

A calma que me fortalece

Na ânsia de ver a tempestade passar



Versinho da ilusão


Miudinha tal como um botão

Aos poucos tentei largar a ilusão

Agarrei-me ao que era azar

Julgando me encontrar



Algum Lembrete.


Tão pequena, fraca e incontida emocionalmente fui.... Por situações que só sobreviveriam com a calma. Corrompi a mim mesma perturbando o ciclo da minha sina, e quando você percebe no que ficou trancada, é mais que um assombro, é apenas a serenidade chegando para mostrar que tudo pode ser reinventado e escrito novamente.



Bilhete à Bolha.

Querida bolha na qual estava presa,

Desejo imensamente que vá com sua falsa proteção e sua casca ingrata p’ra bem longe. Tu já não serve. Quero que minha pele seja a casca e que minha vida seja o pó. Já sou cega demais sem a sua proteção, desisto de mais ilusões.

Agradecida, Sua cobaia.


A vida dói, mas o que mais dói é não viver.



domingo, 26 de junho de 2011

Surgindo Amor


Qual será chave dessa emoção?
Segredo sem fim embutido sob rosas ou rodas
Escondido em algum jardim ou ferro velho
Cravado como os cincos dedos em nossos corações
Ele está abaixo da terra ou sobre os céus?
Talvez abra as portas da nossa vida
Nesse leve jogo de mal dizer, e de bem querer
É nossa relação
De onde surge esse vento que rola em nossa pele?
Fazendo esse vulcão de sensações
Acho que poderia dar uma bela fotografia estendida no tempo
E ninguém sabe como isso surgiu
Esse ar, muito menos os sentimentos
Talvez criados em pinceladas de amor
E na ampulheta, o tempo, ainda é contado com nossas mãos seladas
Sem certeza de algo...
Apenas o desejo de estar perto
Algo chamado paixão
Ou até mesmo amor.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Fronteira


Imagino meus sonhos,...
Com flechas atravessadas
Meus desejos,...
Esculpidos na estrada
E se a memória não falhar
Minha imaginação dispersada em algum lugar
Ao tentar novos planos
Ao tentar novos abraços
Afinal... Ao que é que eu me agarro?
Se tudo não passa de ventania
Um desmoronamento silencioso
Que percorre de forma sinuosa
Levando cada parte do meu corpo
À tênue fronteira entre a morte e a vida

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Minha Alma


Por que você é a emoção dessa ração diária da qual me alimento
Tão dura e seca que por vezes cria calos e dói até existir
Não há mais vivacidade que em um corpo cremado
Nem a putrefação condiz,
Pois os vermes fazem a festa nessa cena
Que alma tardia para dizer que sonha
Para pensar que se pode amar
Depois de tanto tempo lacrada e quieta em seu canto
Calma, serena e quase sufocada pelo seu próprio calar
Eu abro meu peito para dignificar minha existência
Em mais uma tentativa de salvar o que sobrou do meu barco
Nessa vida que é só naufrágios e reconstrução

terça-feira, 19 de abril de 2011

E você ainda esquece...


Na direção de uma estrada sem fim, teoricamente...
Pois um dia a carga vira e, nesse momento paramos com tantos sentimentos vis
Acordaremos para o real bem na hora que a vida não nos quer mais acordados
Aí eu quero ver esse choro besta, as palavras ditas no momento de raiva
Jogos ilusórios, tentativas bregas de dizer que vive sem amor...
E toda essa cesta de roupa imunda que nunca foi lavada
E que vestimos perfeitamente. Sempre!
De que adianta a essência, não é mesmo?
De que adianta o respeito ?
São apenas sentimentos...
Mas tu chora por meia dúzia de besteiras
Claro que logo esquece...
Mas o que faz para mudar posteriormente?
Apenas segue...
Até o dia em que a vida acordará novamente, ah... Mas você acha que ela iria esquecer?
Como pode isso?! Ela não é você, ou acreditava nisso?
É um alerta diário, e infelizmente a dose dela não vai se estender pelo infinito
Mas em uma curva qualquer ela pega de jeito
E nos faz capotar perfeitamente.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Etérea


Estou presa a eternos sonhos, mas nada é por acaso. Sonho com a aurora, com minha identidade e tantas outras coisas que me fazem sentir mais viva do que engrenagens diárias.

Preciso saber quem sou e aqui não será uma fuga, triste prisão de pesadelos, liberto o negativo com destreza e sumariamente exijo meu desejo pela vida.

E o que seria da minha sem o eterno desejo do etéreo?


Enlaçando-me nessa névoa

Abraço-a com serenidade

Sublimo em seu centro lentamente

Adormecendo em seus braços

E nessa busca pelo conforto

A imagem assemelha-se a uma dança

Para encontrar o que há em meus sonhos

Para encontrar minhas esperanças

Partículas vão sendo dissipadas

Começando pelos membros inferiores

Sob efeito dócil e suave

Pedaços meus são desfeitos

Sinto a natureza cada vez mais envolta

Já não estou presa em uma matéria densa

Como é bom sentir-me livre!

Como é boa essa plenitude!

Tendo a essência sendo revelada

Em uma decodificação fantástica

Nesse misto de emoções magníficas

Encontrando minha alma

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Meu destino

Na garoa serena que me dissolve

Transformando-me em gotas pequenas

Vou em direção ao sul... Quem sabe ao norte ?

Atrás de minhas buscas,

Atrás de minha essência

E sem rumo definido, continuo seguindo...

Deslizando em calhas, córregos e poças

Evaporo... Eu me modifico

Para no céu infinito

Misturar-me a formas, gestos e cheiros

Em um eterno ciclo

Acrescentando alguns pedaços...

Algumas falhas...

Esse é o meu destino

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Antes que seja tarde...

A luz sobre minha vida! Iluminai-me! Iluminai-me!
Com toda energia positiva que pode existir, dai-me forças para seguir.


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Quando não bastar o tempo
A vida, dor e os tormentos
Depois de tanto desespero e lutas vãs
Não o regue .
Apenas entregue.
E siga no melhor para você.

Não tema ser egoísta,
Apenas não será um falso moralista
Pregando coisas que ninguém escuta
Afinal, para coisas que nunca mudam
Há aquelas que querem lhe abraçar

Não há melhor janela que um espelho
Não há melhor aprendizado que o reconhecimento dos erros
Mas cada um tem o seu tempo
Mesmo que seja curto, longo ou o inexistente
Todos devemos seguir em frente

Apenas não sofra com pequenos desgastes
A vida é preciosa demais
E antes que seja tarde
Lute pelos seus desejos
Elimine os seus medos
Não tenha medo de ser feliz!

Antes que seja tarde...
Tarde de mais para viver.



- Sem postar por conta do vestibular. Oh vidinha!

domingo, 15 de agosto de 2010

Meu coração à tua espera


Durmas! Pois há muito tempo
E com um leve suspiro tenha bons contentamentos
Porém sabeis a hora de levantar-se
Não queira privar-me desse enlace

Curou em mim o que nem existia
Não quero que se entregues somente pela calmaria
Ninguém sabe o que há além do eterno sono
Mesmo que julgue ser um passo de consolo

Cuide para que não esqueças
Não esqueças que meu coração encontra-se somente em ti
Nem procure entender os motivos pelo qual não parti
Pois entender-me agora seria uma atitude vã

Criou em mim algo que não pode silenciar
Apagar, dizimar e nem terminar
Seria ingrata se lavasse minhas mãos diante de toda essa situação
Não quero que sofras sem existir uma razão

Entrego-te meu ser em gotas lentas
Para que essa imagem bruta que terias de mim não o faça desistir
Bem sabes o quanto já sofri, chorei, mas insisti
Principalmente em viver, mesmo não sendo o que aparenta

E por tudo isso... Quero, e espero sua volta
Mas não bata somente a porta como de outrora
Entre sem amarras, medo ou estória
Dentro do meu coração que palpita pelo seu sem demora

terça-feira, 20 de julho de 2010

Cadeia Alimentar

Um dia nos ajustaremos ao tempo, revigoraremos os sentimentos e talvez estejamos prontos para sermos felizes e humanos.


Nesse top top da ação e reação eu fico pasma com o poder da informação
Com o perder da compreensão
Com o suspiro sobre a breve sensação
Na casa do campo há muito mais amor do que aqui
Se duvidam te entrego uma passagem
Queria eu também poder viver lá
Queria eu?
Aqui só me servem essa ração humana que deixam a todos baratinados
Transformamo-nos em baratas cosméticas, elétricas e sintéticas
Salve os que sobram por que a razão perdeu-se de vez
No vapt- vupt da cadeia alimentar
Eu te como, mas você não me comes
Por que quem pode absorver o melhor é quem não antropofagia ninguém
Duvidas ? Então prove!