sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Asneiras e Passarinho.



Ninguém perceberia o que é agradável naquilo de te rodeia se não houvesse a partida de outras. A tristeza às vezes corrompe as emoções deixando-nos cada vez mais cegos, porém, de que adianta um parque de diversões sem a adrenalina dos brinquedos? É bom sentir-se vivo de vez em quando para aliviar as tensões da máquina diária. Seria tão bom que existissem palavras oportunas quando nos encontramos em plena indecisão, só que não é dessa forma. Há indivíduos desprovidos senso,... Que dizem coisas tão cruas e muitos outros derivados que questiono a razão pela qual eles estão onde se encontram com tanto poder de voz para proferir tantas asneiras. Percebo que amadurecimento não tem a ver com quem é mais frio ou incapaz de sentir, ele vem atrelado com o sentido amar e passar coisas boas. Sabe, as vezes sinto-me tão triste por ter nascido humana, preferia mil vezes ser um bicho que voa, o tempo não perdoa essas formas que carrego, sou de uma espécie que se massacra lenta e diariamente.



Mas é assim tem horas que sou o indivíduo das asneiras, outras, o passarinho que quer voar.

4 comentários:

Luana Pagung disse...

Que texto bonito. Pra mim nem sempre percebemos a beleza de algumas coisas devido a perca de outras, mas sem duvida, a perda trás novos olhares sobre o que nos rodeia, nisso concordo. (:

p.s: Obrigada pela visita lá no blog, e desculpe a demora em retribuir.

Bisous.

Ana Luiza Cabral disse...

Algumas riquezas e belezas passam despercebido, mais depois começamos a perceber inúmeros detalhes atráves das perdas. Lindo!

Hope* disse...

O seu texto além de muito bonito é inteligente...
As vezes tb me canso de ser humana, rs....

Obrigada pela visita!
Bjoo!

Vênus, Vanessa. disse...

Texto simples, bonito e doce.